O ex-paquito Alexandre Canhoni mostra cápsulas de balas encontradas em ruas de Niamey (Foto: Arquivo pessoal)
Um dos países mais pobres do mundo, último colocado do ranking de Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, o Níger pode ter sua situação ainda mais agravada após o golpe militar que depôs o presidente na quinta-feira (18), afirma o brasileiro Alexandre Canhoni.
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Mais conhecido no passado como o paquito Xand do "Xou da Xuxa", Alexandre vive há oito anos no país africano, onde, junto com a mulher e outros quatro brasileiros, desenvolve trabalhos humanitários com crianças na organização evangélica Guerreiros de Deus.
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"Estamos pedindo que não aconteça o aumento do preço dos alimentos, que já são caros aqui. O pouco que tem já está acabando e, como as fronteiras estão fechadas, pode faltar água e alimento", disse o brasileiro, por telefone de Niamey, ao G1.
Foto tirada nesta sexta-feira (19) mostra marca de tiro no palácio presidencial do Níger, em Niamey. (Foto: AFP)
"As informações aqui são muito imprecisas. Ontem houve muitas manifestações, bombas e tiros aqui na capital, as ruas foram bloqueadas e nós estrangeiros fomos aconselhados por todos a ficar em casa", relatou.
Nas ruas não tem quase ninguém. As pessoas não querem se arriscar a fazer qualquer coisa."
Sem televisão em casa, Alexandre contou ter ouvido de vizinhos que o presidente Mamadou Tandjua e vários ministros haviam sido presos pelo militares. Há 10 anos no poder, Tandja, de 71 anos, dissolveu no ano passado o Parlamento e o Tribunal Constitucional e prolongou seu mandato por pelo menos mais três anos em um referendo realizado em agosto - o que vem provocando protestos.
O brasileiro, que disse nunca ter presenciado nada semelhante no país, teme agora pelas iniciativas de ajuda ao país. "Não sabemos o qu
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